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Comissão Especial para Amazônia: um horizonte de desafios no Brasil e no mundo

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Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, em entrevista concedida à Rádio Vaticano, afirmou: “Nós às vezes pensamos a Amazônia como a região geográfica, mas o Papa Francisco [ao se referir à Amazônia] está pensando numa região viva, pensa em todos os seres que ali existem: nas pessoas, na água, nas matas, nos animais, mas especialmente nas pessoas e no modo como vivem, na sua liberdade e simplicidade“. Seis regionais da Conferência são considerados “amazônicos”: Norte 1, Norte 2, Norte 3, Noroeste, Nordeste 5 e Oeste 2. No total, são 56 dioceses espalhadas por esses regionais com centenas de paróquias e comunidades.

O desafio eclesial desse universo é tão particular que fez-se necessária uma comissão episcopal especial. Criada em 2003, com o objetivo de animar o espírito missionário da Igreja e sensibilizar a sociedade brasileira em relação à Amazônia, esta comissão tem sido responsável por iniciativas.

Nos próximos meses, a comissão tem duas grandes tarefas. Ir. Maria Irene Lopes dos Santos, assessora da comissão, enumera: “primeira: em conjunto com as pastorais sociais e o grupo Igreja e Mineração, teremos o encontro sobre Ecoteologia que será realizado em Brasília, nos dias 16 e de 17 de agosto”.  E a segunda: “teremos uma reunião com os representantes de todos os que participaram dos 15 seminários sobre a encíclica do Papa Francisco, Laudato Sì, para prepararmos o seminário geral a respeito do tema, em novembro”.

A comissão é composta por seis bispos e se reúne, ordinariamente três vezes ao ano. Além disso, como parte do dinamismo do trabalho da comissão, o presidente, cardeal Claudio Hummes, tem feito um trabalho missionário de visitar várias regiões da Amazônia: “daqui uns dias, ele irá visitar Palmas (TO) e Conceição do Araguaia (PA) e, depois, ele ainda visita mais duas regiões neste ano de 2017, indo a Marabá (PA) e ao Xingú (PA)”, explica Ir. Irene. O presidente visita os bispos, conversa com as lideranças com o propósito de conhecer mais e sentir a real situação da Amazônia dos tempos atuais. Esse trabalho, “tem levado a uma maior visibilidade da Amazônia, não somente no Brasil, mas também internacionalmente”, afirma.

Na expansão do trabalho da comissão fora do Brasil destaca-se a participação na criação da Rede Eclesial Pan-amazônica (Repam).  O objetivo dessa rede é abrir caminhos de diálogo, de articulação, de cooperação e de fraternidade entre as igrejas locais para fortalecer a comunhão pan-amazônica através de iniciativas como: repensar nossa relação com o meio ambiente e com as populações tradicionais da região; compreender e conhecer melhor a vida do bioma amazônico através da história e do testemunho, das propostas e das denúncias promover o intercâmbio de informações e dar visibilidade aos programas de defesa da vida; assumir a defesa da vida nas periferias existenciais dos povos da Amazônia; formar uma ponte na defesa da vida entre a realidade local, nacional e internacional.

“Desde a fundação da Repam, em 2014, a comissão episcopal pastoral especial para a Amazônia tem assumido a tarefa de animar, no Brasil, os eixos de trabalho da Rede”, diz Ir. Irene. “Atualmente temos trabalhado em três frentes, três eixos de atuação da Repam: mapeamento, formação e comunicação”, acrescenta. Para melhorar a colaboração da comissão com a Rede, o escritório na sede nacional, em Brasília, e em encontros regionais, tem acolhido e enviado uma colaboradora, religiosa e jornalista, Ir. Osnilda Lima, para facilitar o planejamento e na execução de ações no campo da comunicação na Amazônia.

Fonte: CNBB

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