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Igreja no Brasil avalia possibilidade de criação de uma base missionária no Haiti

País foi devastado por furacão em 2010. Imagem: Google Imagens

País foi devastado por furacão em 2010. Imagem: Google Imagens

Na próxima segunda-feira, dia 17 de julho, um grupo de seis pessoas da Arquidiocese de Juiz de Fora, incluindo o arcebispo metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, embarca para o Haiti. A viagem ao país mais pobre das Américas terá o objetivo de estudar a possibilidade da criação de uma base missionária de nossa Igreja Particular no local.

“O Haiti é a periferia mais pobre da América Latina, e é para lá que os nossos olhos se dirigem agora. Os meus olhos e os olhos dos jovens continentais. Com muita alegria, continuemos, indo para servir, sem medo, porque o nosso motivo, o nosso norte, é Jesus Cristo”, destaca Dom Gil.

A situação do país continua com muitos desafios, mesmo já tendo passado 7 anos do furacão que devastou seu território. Em apenas 35 segundos, uma nação inteira veio abaixo. Mais de 300 mil prédios ruíram, incluindo quase todas as instituições de governo e a sede das Nações Unidas. O terremoto de 7.2 de magnitude, que deixou mais de 200 mil mortos, foi o pior já registrado nas Américas.

Entre as vítimas estavam 102 funcionários civis e militares da ONU, inclusive o vice-representante especial do secretário-geral da ONU, o brasileiro Luiz Carlos da Costa. A médica sanitarista Zilda Arns Neumann, fundadora da Pastoral da Criança, além de 11 militares brasileiros que integravam a missão de paz da ONU, também foram vítimas fatais.

Intercâmbio missionário

Além de Dom Gil, o grupo é composto por cinco pessoas pertencentes à Comunidade Jovens Missionários Continentais (JMC): Ana Maria Roberto, Marina Lopes de Assis, Myria Izabel Carvalho de Araújo, William Câmara de Araújo e Wilmar José Pereira de Carvalho. Juntamente com os missionários e o arcebispo de Juiz de Fora, irá também o bispo da Diocese de Leopoldina, Dom José Eudes Campos do Nascimento.

O intercâmbio missionário vai em direção ao que propôs o Sínodo Arquidiocesano, realizado em 2009 e cujo tema foi “Arquidiocese de Juiz de Fora, uma Igreja sempre em missão”. Além disso, cumpre aquilo que Papa Francisco tem insistido em suas pregações: a necessidade de uma Igreja em saída e que olhe para as periferias.

A possibilidade de uma base avançada de missionários no Haiti se somaria à iniciativa já existente na Diocese de Óbidos (PA). Na Igreja-Irmã, a Arquidiocese de Juiz de Fora é responsável pela Paróquia São Martinho de Lima, para onde envia sacerdotes e leigos.

A missa de envio do grupo juiz-forano está marcada para o próximo domingo, dia 16 de julho, às 16h, na Capela Nossa Senhora de Fátima e São Cristóvão, no Bairro Jardim de Fátima. O endereço é Rua Paulo Garcia, 613. O retorno dos últimos missionários está previsto para 5 de agosto.

Fonte: CNBB

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