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Proclamar a Palavra – A partir de uma Formação Integral e Permanente

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Chamados a serem discípulos e discípulas do Mestre Jesus para anunciar sua Palavra, os catequistas não podem esquecer que só consegue oferecer aos outros aquilo que tem. Assim, percorrer o caminho com o Mestre, alimentar-se de sua Palavra, crescer na fé, só acontece quando se coloca à disposição para a escuta da Palavra e seu estudo, na busca de uma formação constante para o serviço da catequese. O catequista é aquela pessoa responsável para conduzir, de fato, o catequizando ao encontro pessoal com Jesus, vivo e ressuscitado.

No dia-a-dia da nossa existência, em relação à fé, estamos sempre sendo confrontados com uma realidade que vai desde as pessoas plenamente comprometidas com a pessoa e projeto de Jesus até àquelas que vivem na minoridade do ser cristão. As primeiras mostram-se amadurecidas nas dimensões humana, cristã e apostólica, dispostas ao seguimento de Jesus e ao testemunho da fé. Por outro lado, há pessoas que manifestam um infantilismo e despreparo geral nas diversas fases de sua vida. Daí a preocupação da Igreja com a formação cristã de todas as pessoas, desde a criança até, e principalmente, os adultos., chegando aos anciãos.

Nesse sentido, a Igreja precisa de catequistas bem formados. O Diretório Geral de Catequese afirma que: “qualquer atividade que não conte, para a sua realização, com pessoas verdadeiramente formadas e preparadas, põe em risco sua qualidade. Os instrumentos de trabalho não podem ser verdadeiramente eficazes se não utilizados por catequistas bem formados” (234).

A formação do Catequista precisa ser constante, permanente e de forma integral, ou seja, ter abrangência nas várias dimensões da vida da pessoa e da vida da Igreja. A formação catequética tem por objetivo promover o aprofundamento do catequista na fé e capacitá-lo a fim de ajudar os cristãos no crescimento da maturidade da fé. A formação dos catequistas é considerada como processo educativo por meio do qual os catequistas são habilitados para exercer o seu ministério profético dentro da Igreja, a partir do próprio crescimento na fé e do seguimento de Cristo dentro da comunidade.

Segundo o Papa Francisco, “o Catequista é aquele que guarda a memória de Deus”. Ao participar da comunidade de fé, ele dá testemunho de vida e viver com fé o Mistério Pascal, na comunidade, o possibilita a dar respostas às inquietações dos catequizandos e catecúmenos, à luz da Palavra de Deus e os conduzir para dentro do Mistério do ressuscitado.

O Diretório Geral para a Catequese, no seu número 237, e o Diretório Nacional de catequese afirmam que para a o cumprimento das tarefas dos catequistas, principalmente nos contextos atuais em que vivemos, com seus valores e contravalores, desafios e mudanças, os catequistas precisam ser dotados de fé profunda, de identidade cristã e eclesial clara, de preocupação missionária e sensibilidade social.

Todos são chamados por Jesus e recebem uma missão: anunciar o Evangelho do Reino a todas as nações e a Igreja espera contar com catequistas bem formados que sejam capazes de evangelizar anunciando a Palavra de Deus e também capaz de bem celebrar e viver as riquezas dos sacramentos na vida procurando entender seus sinais na celebração. Assim ele vive do mistério e é capaz de conduzir outros ao mistério.

Conhecer Jesus é o melhor presente que todas as pessoas podem receber. O mistério de Deus sempre nos surpreende e supera nossa compreensão. O catequista, ao colocar-se no caminho de Jesus para segui-lo, vai percebendo a ação de Deus na vida, vai se despertando na vocação, sente-se tocado pela graça e pela certeza da presença de Deus, e estes acontecimentos são a arte de quem aprende a dialogar com Ele.

Jesus quis que, antes de qualquer compromisso com a missão de evangelizar, os seus discípulos permanecessem com Ele. Introduziu-os nos mistérios do Reino. Do mesmo modo, hoje, Ele necessita de mulheres e homens que também aprendam com Ele, com os fatos da vida e com os interlocutores adultos, como serem bons catequistas no processo de crescimento na fé. Torna-se importante que o catequista do processo de amadurecimento da fé dos adultos seja alguém profundamente imbuído de uma espiritualidade equilibrada, fundamentada na Palavra de Deus e refletida na vida do povo a quem serve. Mais do que conhecer o conteúdo da fé, o catequista percorrerá com os outros adultos o caminho do aprofundamento mistagógico da pessoa de Jesus Cristo e de seu Reino, centro e horizonte maior de uma fé adulta.

Para que esse caminho seja eficaz e atinja a maturidade da fé, é de fundamental importância que o processo catequético não nasça dos manuais de doutrina ou tente se sustentar na superficialidade, mas que seja eco de uma vida de sincero seguimento de Jesus e de seu projeto.

Neuza Silveira de Souza

Coordenadora da Comissão Arquidiocesana

Bíblico-Catequética de Belo Horizonte

Fonte: Arquidiocese de BH

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